“Marketing de Influência em Belo Horizonte”: A Descoberta de que Eu Também Sou uma “Influenciadora”

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A palavra “influenciador” sempre me soou um pouco distante, um pouco fútil. Eu associava-a a jovens a fazer publicidade a produtos de beleza ou a dar dicas de moda em frente ao espelho. Um universo que não tinha absolutamente nada a ver com a minha realidade sóbria de petições, prazos e audiências. Por isso, quando a minha agência sugeriu uma conversa sobre marketing de influência em Belo Horizonte, a minha primeira reação foi uma sobrancelha arqueada e um ceticismo palpável.

“Vocês querem que eu contrate uma ‘blogueira’ para falar do meu escritório?”, perguntei, quase a rir. “Imaginam o cenário? ‘Recebidos do dia: uma consulta jurídica sobre divórcio!'”. A ideia parecia-me ridícula, um atentado à seriedade da minha profissão.

Foi preciso uma longa conversa para eu entender que estava a olhar para o conceito da forma errada. O meu erro foi confundir a ferramenta (a pessoa com muitos seguidores) com a estratégia (o ato de influenciar uma decisão através da credibilidade). A minha agência não queria que eu contratasse uma celebridade. Eles queriam que eu entendesse que, no meu nicho, eu já era a influenciadora. Eu só precisava de agir como tal.

 

Da “Blogueira” à Autoridade: Redefinindo o Conceito de Influência no Mundo Profissional

 

A grande virada de chave foi quando o meu estratega disse: “Helena, o que é um influenciador? É alguém cuja opinião é respeitada por um determinado público, a ponto de influenciar as suas decisões. Quando um ministro do Supremo Tribunal cita um jurista num dos seus votos, ele não está a ‘influenciar’ a decisão de todos os outros juízes do país? Quando um médico de renome recomenda um tratamento, ele não está a ‘influenciar’ a conduta de outros profissionais?”.

Silêncio na sala de reuniões. Apenas o som do ar condicionado.

Eu entendi. Influência não é sobre popularidade; é sobre autoridade. E, no meu pequeno universo do Direito de Família em BH, o meu conteúdo, os meus artigos, as minhas palestras, os meus resultados… tudo isso construía a minha influência. Cada artigo bem escrito no meu blog era um “post” a influenciar um potencial cliente a ver o seu problema sob uma nova luz. Cada palestra que eu dava na OAB era uma “campanha” a influenciar os meus colegas.

O marketing de influência, para mim, não era sobre pagar a alguém para falar de mim. Era sobre eu mesma me tornar a fonte de informação tão credível, que a minha opinião se tornasse, por si só, um fator de decisão para o meu público.

 

O “Recebido” da Confiança: Como Construir e Exercer a Sua Influência Ética

 

Hoje, eu encaro a minha produção de conteúdo com esta nova mentalidade. Cada peça é uma oportunidade de exercer a minha influência de forma positiva e ética.

A minha dica de ouro para outros profissionais é: identifique e cultive os seus “microinfluenciadores”. No meu mundo, um contador que recomenda os meus serviços a um cliente que está a abrir uma empresa é um influenciador poderoso. Um psicólogo que sugere o meu nome a um casal em terapia é um influenciador crucial. Construir relações sólidas e de confiança com estes profissionais parceiros é a forma mais eficaz de marketing de influência em Belo Horizonte que existe para mim.

A segunda dica é: seja o influenciador do seu próprio nicho. Não espere que os outros falem de si. Crie a sua própria plataforma. O seu blog, o seu canal no YouTube, o seu perfil no LinkedIn. Dê a sua opinião fundamentada sobre as notícias do seu setor. Comente as mudanças na legislação. Torne-se a fonte a que as pessoas recorrem quando querem uma análise séria e credível.

Eu nunca vou fazer um “unboxing” de um processo no Instagram. Mas, hoje, entendo que, ao partilhar o meu conhecimento de forma consistente e generosa, estou a fazer algo muito mais poderoso. Estou a desembalar o “recebido” mais valioso de todos para os meus clientes: