Estratégias de Marketing para Redes Sociais”: A Descoberta de que Cada Rede é um “Tribunal” Diferente

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Quando a minha agência me convenceu a ter uma presença nas redes sociais, a minha primeira abordagem foi preguiçosa e ineficiente. Eu criava um conteúdo e pedia para eles “replicarem” em todas as redes. O mesmo texto, a mesma imagem, disparado para o Instagram, para o Facebook e para o LinkedIn. Na minha cabeça, eu estava a ser eficiente. Estava a otimizar o meu tempo. Na realidade, eu estava a cometer um erro crasso de comunicação.

Eu não estava a pensar em estratégias de marketing para redes sociais. Eu estava a pensar em “distribuição de conteúdo”. E há um mundo de diferença entre as duas coisas. O que eu aprendi, com o tempo e com alguns posts que foram um fracasso retumbante, é que cada rede social é um país diferente, com a sua própria língua, a sua própria cultura e o seu próprio código de vestimenta. Tentar falar da mesma forma em todas elas é como um advogado a usar a mesma argumentação num tribunal de primeira instância e no Supremo Tribunal Federal. Simplesmente não funciona.

A minha grande virada foi quando comecei a ver cada rede social como um “tribunal” diferente, com um “juiz” (o algoritmo) e um “júri” (o público) com expectativas distintas.

 

LinkedIn, Instagram, Facebook: Aprendendo a “Falar a Língua” de Cada Plataforma

 

O LinkedIn, percebi, é o meu “tribunal superior”. É um ambiente formal, profissional. As pessoas estão lá para falar de carreira, de negócios, de networking. O meu conteúdo lá tornou-se mais denso, mais analítico. Partilho artigos sobre gestão de escritórios, sobre as tendências do Direito, comento as publicações de outros colegas. A “linguagem” é a da competência técnica e da visão de mercado. Um post mais pessoal ou visual não teria o mesmo impacto.

O Instagram, por outro lado, é o “tribunal do júri popular”. É visual, é rápido, é sobre conexão humana. As pessoas não estão lá para ler teses. Elas querem ver um rosto, sentir uma emoção, aprender algo útil em 15 segundos. O meu conteúdo lá tornou-se mais leve, mais visual. Carrosséis a explicar conceitos, pequenos vídeos a responder a dúvidas rápidas, fotos dos bastidores do escritório. A “linguagem” é a da empatia e da acessibilidade. Um artigo de 2.000 palavras seria um desastre.

O Facebook, para o meu negócio, tornou-se o “tribunal de pequenas causas” ou a “sala de espera do fórum”. É um lugar de comunidade, de partilha de notícias locais, de interação com grupos. Uso-o menos para conteúdo autoral e mais para partilhar notícias relevantes, para interagir com a minha comunidade local, para fortalecer a minha presença como “a advogada do bairro”.

 

A Regra de Ouro da Adaptação: Como Criar Uma Vez e Distribuir com Inteligência

 

Aprender a adaptar a mensagem para cada canal foi o que tornou a minha presença nas redes sociais finalmente eficaz.

A minha dica de ouro é o que a minha agência chama de “conteúdo pilar”. Crie uma grande peça de conteúdo (a tartaruga) e depois quebre-a em pequenos pedaços adaptados para cada rede (as lebres). Por exemplo, eu escrevo um artigo completo de 1.500 palavras para o meu blog sobre “Planeamento Sucessório”. Esse é o pilar. A partir dele, criamos:

Desta forma, eu não preciso de criar dez ideias diferentes. Eu crio uma grande ideia e adapto a sua “roupagem” para cada “tribunal”.

A segunda dica é: você não precisa de estar em todas as redes. É melhor ser excelente numa ou duas do que medíocre em cinco. Onde é que o seu cliente ideal passa mais tempo? Foque a sua energia aí.

Entender as diferentes estratégias de marketing para redes sociais libertou-me da tirania da replicação. Hoje, sinto-me como uma advogada poliglota, capaz de defender a minha causa e de construir a minha reputação na língua nativa de cada plataforma.