Gestão de Redes Sociais em BH: Pode uma Advogada Sobreviver ao Instagram?

Se teve uma proposta da agência que me deu calafrios, foi esta: “Helena, agora vamos estruturar suas redes sociais”. Gelei. Na minha cabeça, a imagem que veio foi a de ter que fazer “dancinhas” de TikTok apontando para frases sobre Direito de Família. O horror. Eu imaginava os corredores do fórum, os colegas comentando, os juízes revirando os olhos. Para mim, a sobriedade da advocacia e a exposição de uma rede social eram como água e azeite.
“Vocês estão loucos”, foi a primeira coisa que eu disse. “Meu público não está no Instagram. Meus clientes são pessoas sérias, passando por momentos difíceis”. O Pedro, meu especialista em SEO, e a Joana, a social media da agência, me olharam com uma calma que beirava o profetismo. “Helena”, disse a Joana, com a voz aveludada, “seu cliente é uma pessoa séria, sim. Mas ele também é uma pessoa. E pessoas estão no Instagram, no Facebook, no LinkedIn. A questão não é estar lá, é como estar lá”.
Aquela frase ficou ecoando na minha cabeça junto com o barulho da máquina de café expresso. A verdade é que a ideia de uma gestão de redes sociais em BH me apavorava porque eu não tinha controle. Era um território desconhecido, e eu, como boa advogada, detesto não ter o controle da narrativa. Mas, respirando fundo, decidi ouvir.
Do Pânico ao Post Estratégico: Como Encarei a Gestão de Redes Sociais do meu Escritório
A primeira fase foi de puro pânico e desconfiança. A Joana me apresentou um calendário de conteúdo, e eu o revisei como se fosse uma peça processual do Supremo. Cada palavra, cada imagem. Recusei uns 80% das ideias. “Muito informal”. “Isso expõe demais”. “Essa cor é muito chamativa”. Eu estava sendo a cliente mais difícil do mundo, e eu sabia disso.
O meu maior erro foi pensar que a rede social era uma versão digital do meu cartão de visitas. Um lugar estático, formal, apenas com meu nome e meu OAB. A Joana, com a paciência de uma monja, me explicou que era um canal de conversa. “As pessoas não entram no Instagram para ler um contrato, Helena. Elas entram para se conectar, para aprender algo rápido”.
Aos poucos, eles foram me ganhando. Começaram pelo LinkedIn, uma rede mais “séria”, o que acalmou meu coração. Criamos artigos sobre temas complexos, mas com uma linguagem acessível. A repercussão foi imediata e positiva. Colegas de profissão comentando, compartilhando. Aquilo me deu confiança. Foi quando autorizei, com o pé atrás, a criação do perfil no Instagram. A condição era clara: discrição, elegância e, pelo amor de Deus, sem dancinhas. Contratar uma gestão de redes sociais em BH que entendesse essas nuances foi a chave.
O Que Postar, o Que Evitar e Como não “Pagar Mico”: Minhas Dicas de Ouro
Hoje, eu olho para o nosso Instagram e sinto orgulho. Ele é sóbrio, mas não é chato. É informativo, mas não é pedante. Encontramos um equilíbrio. E o mais importante: ele me traz clientes. Clientes que chegam e dizem: “Doutora, eu vi aquele seu post sobre guarda compartilhada e me senti tão acolhida”. Isso não tem preço.
Minha primeira grande dica prática é: defina seus pilares de conteúdo e seu território. Nós definimos três: 1) Informativo (explicar termos jurídicos de forma simples), 2) Inspiracional (frases e reflexões sobre recomeços, sempre com sobriedade) e 3) Bastidores (uma foto de um livro que estou lendo, a xícara de café na minha mesa – humaniza, mas sem expor a vida pessoal). Isso cria um guia, um mapa.
A segunda dica: não ignore o poder do local. Uma boa gestão de redes sociais em BH vai usar a localização a seu favor. Marcar a localização do escritório, usar hashtags como #DireitoDeFamiliaBH, interagir com perfis de notícias locais. Isso mostra que você faz parte da comunidade.
Minha sobrinha, a mesma que comemorou minha entrada no digital, hoje me ajuda a ter ideias. “Tia, fala sobre aquele filme que todo mundo tá vendo e conecta com um tema de herança!”. As ideias dela são ousadas, e eu veto a maioria, mas a troca é deliciosa. Meu pai? Ele ainda não segue o perfil. Mas outro dia, minha mãe me contou que ele mostrou para um amigo, todo orgulhoso. “Olha aqui o Instagram profissional da Helena”. Foi a minha maior vitória.